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Uma História de Natal

A Pequena Vendedora

Era uma vez… uma garotinha tentando sobreviver vendendo caixas de fóforos nas ruas.

Era Noite de Ano Novo e as ruas cheias de neves estavam desertas. Das janelas brilhantes, ouvia-se risos e o som de cantoria. As pessoas estavam prontas para adentrar um novo ano, mas a pequena vendedora sentou-se tristonha ao lado da fonte. Seu vestido em farrapos e seu xale desgastado, não conseguiam mantê-la aquecida o bastante, e ela tentava manter seus pés, que estavam descalços, longe do chão congelante.

Ela não vendeu sequer uma caixa de fósforos o dia todo, e morria de medo de ir para casa, pois lá seu pai estaria, e certamente ficaria furioso em saber disso. E não estaria muito mais quente lá no barraco em que eles moravam também. Os dedinhos da garotinha estavam duros de tanto frio. Se ao menos conseguisse acender um único fósforo, mas seu pai diria que isso seria um grande desperdício!

Hesitante, ela pegou um fósforo e o acendeu. Como era reconfortante aquela pequenina chama! A pequena vendedora pôs as mãos próximas ao fósforo, e ele começou a soltar magicamente uma imensa onda de calor. Ela estendeu suas mãozinhas para essa fonte nova de calor, mas na hora que seus dedinhos alcançaram as chamas, elas místicamente desapareceram. Depois desse acontecimento, a noite parecia mais escura e gélida do que nunca, um calafrio correu todo o frágil corpo da pequena.

Após hesitar por um longo tempo, ela acendeu outro fósfora, e desta vez, o reflexo na parede tornou-se uma linda camada de cristal. Atrás dela, existia uma mesa posta com comida e decorada com belos candelabros. Esticando seus braços em direção aos pratos, a garotinha parecia passar através da parede, mas então o fósforo apagou-se e a magia se dissipou. Pobre coitada, em apenas alguns segundos ela pode ver tudo que a vida lhe negou, calor e comida.

Seus olhinhos encheram-se de lágrimas, e ela olhou para uma das janelas próximas que ouvira anteriormente pessoas cheias de alegria, e rezou para que um dia pudesse ter um pouco disso também.

Acendeu o terceiro fósforo e uma coisa ainda mais maravilhosa aconteceu. Uma árvore de Natal surgiu com centenas de velas, brilhando com lindas bolas natalinas e neve artificial. “Nossa, mas que lindo!” exclamou a menina, segurando o fósforo. Então o fósforo queimou seu dedo e começou a tremer, as luzes das velas cresceram continuamente, até que uma delas caiu e deixou um rastro por trás de si. “Alguém está morrendo.” Murmurou a pequena, lembrando do que seu vovô dizia: “Quando uma estrela cai, um coração para de bater!”

Sem ter total consciência do que estava fazendo, tornou a acender um novo fósforo. Desta vez, ela viu sua avó.

“Vovó, fique comigo!” implorou enquanto acendia um fósforo atrás do outro, desta forma ela não iria desaparecer como nas demais visões. Entretanto a vovó não desapareceu, ela continuou sorrindo e a olhando com ternura. Ela então, abriu seus braços e a garotinha a abraçou bem apertado dizendo: “Vovó, por favor me leve com você!”

“Amanheceu um dia muito frio e com pouco Sol na estrada para a fonte. Próximo dali, jazia o corpinho sem vida da pequenina, rodeado de fósforos usados. “Pobre coitada!” exclamou um transeunte. “Ela estava tentando se manter aquecida!”

Mas neste momento, a pequena vendedora estava longe, onde não existia frio, fome ou dor.

Papai Noel Foi Sequestrado

O Sequestro do Papai Noel

Papai Noel vive no Vale do Riso, onde seu enorme castelo está erguido, e lá ele fabrica seus brinquedos. Seus ajudantes, duendes e fadas, moram com ele, e todos ficam atolados de serviço durante o ano todo.

É chamado de Vale do Riso porque tudo o que tem nele, é divertido e alegre. O lago ri para sí mesmo, enquanto alegremente corre as margens verdes; o vento sopra entusiasmado as árvores; os raios de Sol dançam suavemente por cima da grama macia, e as violetas e flores silvestres parecem sorrir do seu recanto. Para rir é preciso estar feliz, e para estar feliz é preciso estar contente. Por todo o Vale do Riso do Papai Noel, a felicidade reina.

De um lado está a poderosa Floresta do Burzee, do outro possui enormes montanhas, que contêm as Cavernas dos Demônios. E entre eles o Vale permanece feliz e pacífico.

Todos pensavam que nosso querido Papai Noel, que devota sua vida à fazer as crianças felizes, não teria nenhum inimigo por toda a Terra, e por um longo período, por todo canto que ele fosse, apenas era recebido com muito amor, mas os Demônios que moram nas montanhas passaram a odiar o Papai Noel, simplesmente porque ele fazia as crianças felizes.

Estes Demônios, pensando ter grandes motivos para detestar o Papai Noel, resolveram marcar uma reunião para discutir o assunto.

“Estou me sentindo realmente sozinho” Disse o Demônio do Egoísmo. “É culpa desse Papai Noel, que distribui tantos presentes bonitos no Natal para todas as crianças, e elas permanecem felizes e generosas, seguindo o exemplo dele, e mantêm-se longe da minha caverna.”

“Estou tendo o mesmo problema” respondeu o Demônio da Inveja. “Os pequeninos parecem muito felizes com o Papai Noel. Algumas pessoas realmente consigo persuadir a tornarem-se invejosos.”

“E isso é péssimo para mim!” declarou o Demônio do Ódio. “Porque se nenhuma criança passar pela caverna do Egoísmo e da Inveja, nenhuma pode chegar à MINHA caverna.

“Ou à minha”, completou o Demônio da Maldade.

“Já para mim,” disse o Demônio do Arrependimento, “é óbvio que, se nenhuma criança passar por suas cavernas, então não irão precisar passar pela minha; estou tão negligenciado quanto vocês.”

“E tudo isso é culpa desse tal Papai Noel!” exclamou o Demônio da Inveja. “Ele está arruinando nossos negócios, e alguma coisa deve ser feita.”

Todos concordaram, mas o que deveria ser feito era outra história. Eles sabiam que Papai Noel trabalhava o ano todo em seu castelo no Vale do Riso, preparando presentes que iria distribuir na noite de Natal. De primeiro momento resolveram tentar induzí-lo à entrar em suas cavernas, para então deixá-lo cair em terríveis armadilhas que o levariam à total destruição. Então, no dia seguinte, enquanto Papai Noel estava ocupado trabalhando, cercado por seu pequeno bando de assistentes, o Demônio do Egoísmo foi até ele e disse: “Estes brinquedos são maravilhosos e lindos. Porque você não os mantêm para sí? É uma pena ter que entregá-los à estes garotos barulhentos e garotas frescas, que os irão quebrar rapidamente.”

“Tolice!” disse o velho de barbas brancas, seus olhos brilhantes de contentamento enquanto virava para o Demônio. “Os garotos e garotas nunca são tão barulhentos ou frescos depois de receber meus presentes, e se puder deixá-los felizes por apenas um dia ao ano, então fico muito contente.”

Então o Demônio retornou à caverna e juntou-se aos demais, que o estavam aguardando, e disse: “Eu falhei, porque Papai Noel não é nem um pouco egoísta.”

No dia seguinte, o Demônio da Inveja visitou Papai Noel e disse: “As lojas de brinquedos estão cheias de brinquedos tão bonitos quanto os que você faz. É uma pena, isso deve interferir nos seus negócios! Eles fazem brinquedos com máquinas muito mais rápido do que você pode fazer com as mãos, e também os vende por dinheiro, enquanto que você não ganha nada com seu trabalho.”
Mas Papai Noel não sentiu inveja alguma das lojas de brinquedos.

“Posso apenas dar presentes uma vez ao ano, pois as crianças são muitas e eu sou apenas um, mas como meu trabalho é por amor, me sentiria envergonhado em receber dinheiro por estes pequenos presentes. Durante o ano, os pequeninos precisam divertir-se de alguma forma, as lojas de brinquedo servem para isso, gosto delas e espero que continuem prosperando.

Aproveitando a resposta que Papai Noel deu, o Demônio do Ódio resolveu tentar a sorte.

“Bom dia Papai Noel! Tenho péssimas notícias para você.”

“Então vá embora, pois más notícias deveriam ser mantidas em segredo e nunca serem contadas.”

“Sinto muito, mas não posso deixar de contar.” declarou o Demônio. “No mundo existe pessoas que não acreditam em Papai Noel, e estes você está fadado a odiar para sempre, já que eles não acreditam em você.”

“Totalmente sem importância!” afirmou Papai Noel.

“E tem outros que o odeiam por você fazer crianças felizes, riem às suas custas e o chamam de tolo. Você está certo em odiá-los, e merece ser vingado por tamanhas palavras maldosas.

“Mas eu não os odeio. Estas pessoas não me afetam em nada, apenas deixam suas crianças infelizes. Coitadinhos, gostaria de poder ajudá-los.”

De fato o Demônio não pode influenciar Papai Noel de jeito algum, muito pelo contrário, ele foi sagaz o bastante para reparar que o estavam visitando para causar problemas, e seu riso alegre desconcertava os malvados, e os mostrava o quão tolos estavam sendo. Então, eles eliminaram a idéia de serem amigáveis, e passaram a usar a força.

Sabiam que nenhum dano poderia ser causado ao Papai Noel enquanto ele estivesse no Vale do Riso, pois seus assistentes o protegem. Mas na noite de Natal, ele guiaria suas renas por todo o mundo, carregando seu saco de presentes cheios de belos brinquedos para as crianças, e este seria o momento ideal para atacá-lo. Os Demônios concordaram neste plano e aguardaram pela Véspera de Natal.

A Lua brilhava linda no céu, e a neve fresca jazia cintilante no chão enquanto Papai Noel estalava seu chicote e acelerava para fora do Vale e adentrava o mundo afora. Esta seria uma noite bastante atarefada para ele.

De repente uma coisa estranha aconteceu, uma corda surgiu do nada e prendeu-se ao redor dos braços e corpo do Papai Noel. Antes mesmo que pudesse ter algum tipo de reação, foi arrancado de dentro de seu trenó, e caiu de cabeça no grosso montante de neve que estava logo abaixo, deixando para trás suas renas, que rapidamente desapareceram no céu carregando todos os brinquedos junto de si.

Foi tão rápido, que por um instante Papai Noel ficou desnorteado, mas quando voltou a si, notou que os maldosos Demônios o tinham puxado do monte de neve e atado-o firmemente com fitas e cordas grossas. Carregaram o então sequestrado Papai Noel para as Montanhas, onde o levaram para uma caverna secreta e o prenderam com correntes à uma parede rochosa, para que não pudesse fugir.

“Ha, ha!” riram os Demônios, esfregando suas mãos com o olhar maquiavélico. “O que as crianças farão agora? Como irão chorar e reclamar quando souberem que não há presentes na árvore de Natal! E quantos castigos irão receber de seus pais, virão aos montes até nossas cavernas. Demos um golpe muito inteligente!

Neste Natal, o bom e velho Papai Noel havia trazido consigo quatro dos seu assistentes favoritos, Nuter, Peter, Kilter e Wisk . Estes quatro sempre foram muito úteis em ajudá-lo à distribuir presentes para as crianças, e para maior segurança, eles ficavam debaixo do assento do trenó, onde o vento cortante não os pudesse atingir. Os pequenos imortais nada sabiam do rapto de seu mestre, mas notaram a ausência de sua voz animada, e perceberam que algo estava errado. O pequeno Wisk arriscou sair de seu refúgio e notou a ausência do Papai Noel.

“Parem!” ele gritou, e logo as renas foram perdendo velocidade até pararem de vez.

Peter, Nuter e Kilter sairam também, e olharam o caminho que o trenó havia feito, mas Papai Noel foi deixado para trás a muitos quilômetros.

“O que nós devemos fazer?” perguntou Wisk ancioso, toda a felicidade que antes expressava, havia sumido completamente devido à este acontecimento.

“Devemos voltar e encontrar nosso mestre.” Disseram Nuter e Ryl, após ponderar sobre o assunto.

“Não, não!” exclamou Peter. “Se voltarmos, iremos nos atrasar, não teríamos tempo para entregar os presentes às crianças antes de amanhecer, e isto com certeza deixaria Papai Noel muito mais triste do que qualquer outra coisa.”

“Com certeza foram essas criaturas diabólicas que o raptaram.” Acrescentou Kilter, pensativo. “e o objetivo deles deve ser deixar as crianças infelizes. Então nosso primeiro dever é entregar os presentes com o maior carinho e agilidade, como o próprio Papai Noel faria. Depois nós podemos procurar por nosso mestre e garantir sua liberdade.”

Este parecia o melhor caminho, então os demais assistentes resolveram aceitar esta como a melhor solução. Peter chamou as renas, e eles seguiram rapidamente pelos morros e vales, passando por florestas e planícies, até chegar nas casas onde as crianças dormiam pacificamente, sonhando com os belos presentes que encontrariam na manhã seguinte.

Os pequenos imortais tinham uma missão bastante difícil, pois, por mais vezes que tenham ajudado Papai Noel em suas jornadas, seu mestre sempre os guiou e coordenou para que fizessem exatamente o que ele havia pedido. Mas agora teriam de fazer tudo sozinhos, e não compreendiam tão bem as crianças como seu mestre, então era de se esperar que cometessem algumas gafes.

Mamie Brown queria uma boneca, ao invés disso recebeu uma bateria, e uma bateria não tem utilidade para uma garota que ama bonecas. Charlie Smith, que adora brincar na rua, queria um novo tênis para manter seus pés secos, acabou recebendo um kit de costura de lã, com linhas e agulhas, o que o deixou tão nervoso, que sem pensar chamou Papai Noel de uma fraude.

Se tivesse acontecido muitas falhas, certamente os Demônios teriam conseguido atingir seu propósito e deixar as crianças infelizes, mas os pequenos auxiliares foram eficazes e cometeram poucas gafes. E mesmo que tenham feito tudo o que podiam para entregar os presentes o mais rápido possível, o dia estava amanhecendo e nem todos os presentes haviam sido entregues ainda. Então pela primeira vez na história, as renas trotaram de volta para o Vale do Riso em plena luz do dia, com o Sol brilhando por toda a floresta, provando que estavam muitas horas atrasados em relação ao que se estava acostumado.
Após colocarem as renas no estábulo, começaram a pensar como fariam para libertar seu mestre, e perceberam que precisavam em primeiro lugar descobrir onde ele estava.

Wisk se teleportou para o reino das fadas, na Floresta do Burzee, e não demorou quase nada para que retornasse com todos as informações de onde encontrar o querido Papai Noel e como ele havia sido raptado.

Difícil de se imaginar, mas Papai Noel já não estava mais tão feliz como na noite em que foi capturado. Por mais fé que tivesse em seus pequeninos, não poderia deixar de se preocupar, e de tempos em tempos um olhar de ansiedade surgia em seus olhos ao pensar no desapontamento que poderia ter as crianças. E os Demônios, que o vigiavam em turnos, um após o outro, não deixavam de lhe dizer uma série de coisas maldosas para piorar a situação.

Quando amanheceu o dia de Natal, o Demônio da Maldade estava de guarda, e ele era o mais maldoso de todos.
“As crianças estão acordando Papai Noel!” ele cutucava. “Eles estão acordando e não irão encontrar presente algum! Hahaha! Como irão brigar, e chorar, e bater seus pés com raiva! Nossas cavernas ficarão cheias hoje, velho! Nossas cavernas certamente ficarão cheias!”

Mas a isto nada respondia Papai Noel. Estava muito deprimido por ter sido capturado, mas ainda assim não havia perdido a coragem e esperança. Notando que o prisioneiro não iria responder às suas gracinhas, o Demônio da Maldade foi embora, mas mandou o Demônio do Arrependimento em seu lugar. Este em especial, era tão diferente dos demais, tinha boas maneiras, e sua voz era delicada e suave.
“Meus irmãos Demônios não confiam muito em mim.” Disse assim que entrou na caverna. “mas é manhã e agora a maldade está feita. Você não pode visitar as crianças novamente por mais um ano.”
“Isso é verdade,” respondeu Papai Noel, quase empolgado. “a Véspera de Natal é passado, e pela primeira vez em séculos não visitei minhas crianças.

“Eles ficarão desapontados.” Murmurou o Demônio do Arrependimento, quase desapontado. “mas nada pode ser feito agora. Sua ausência fará deles crianças egoístas, invejosas e cheias de ódio, e eles virão à Caverna dos Demônios hoje, quem sabe consigo guiar alguns deles para a minha caverna.”
“Você mesmo nunca se arrepende?” perguntou Papai Noel, curioso.

“Ah, mas é claro que sim,” respondeu o Demônio. “Estou até agora arrependido em ter ajudado na sua captura. É claro, agora é tarde para reparar o mal feito, mas arrependimento, só pode existir após o mal ou o errado, pois no começo não há nada do que se arrepender.”
“Compreendo. Estes que evitam o mal nunca devem visitar sua caverna.”

“Sim, esta é a regra. Mas você não fez mal algum, e ainda assim está indo visitar minha caverna. Para provar que sinceramente me arrependo por ter ajudado na sua captura, irei permitir que você escape.”
Estas palavras pegaram o prisioneiro de surpresa, até ele perceber que isto era exatamente o que se esperava do Demônio do Arrependimento. O Demônio se ocupou em desfazer os nós que prendiam o Papai Noel, e destrancando as correntes que o prendiam à parede, por fim o levou através de um túnel que dava passagem à Caverna do Arrependimento.

“Espero que possa me perdoar.” Disse o Demônio suplicante “Não sou uma pessoa má, e acredito fazer um grande bem ao mundo. Falo de coração. E tenho certeza que o mundo perderia muito não tendo você por perto, portanto bom dia, e um feliz Natal.”

Antes mesmo que pudesse chegar ao outro lado da montanha, Papai Noel notou um exército de fadas e duendes vindo em sua direção, guiados por ninguém menos que Wisk, Peter, Nuter e Kilter, com intuito de resgatá-lo e punir os Demônios malvados que ousaram tirá-lo de perto de suas amadas crianças. E apesar de parecerem pacíficos, os pequenos imortais estavam armados com poderes que poderia destruir tranquilamente estes que o causassem raiva. Mas antes mesmo que prosseguissem com o plano que tinham em mente, avistaram o ser querido que estavam em busca e logo desistiram dessa idéia de vingança.

“É inútil perseguir os Demônios.” Disse Papai Noel para o exército. “Eles tem o lugar deles no mundo, e nunca poderão ser destruídos, o que é uma pena.”
As fadas e os duendes escoltaram o bom velhinho para o castelo, e lá o deixaram à par dos acontecimentos da noite anterior.

Wisk tinha se camuflado e voou por todo o mundo para ver como as crianças estavam comemorando sua manhã de Natal, e quando voltou, Peter já havia contado para Papai Noel, como eles haviam entregue os presentes.

Quer aprender como fazer panetones nesse natal e ter uma renda extra, mesmo ser nunca ter feito nada na cozinha?

“Nós realmente conseguimos.”, comemorou Wisk. “Pouquíssimas crianças estavam infelizes esta manhã. Ainda assim, não seja capturado novamente meu querido mestre, pode ser que na próxima vez nós não consigamos ter tanta sorte.” Ele contou quais as falhas que cometeram, e quais eles não haviam notado até que ele fizesse o tour pelo mundo recentemente. Papai Noel o enviou com tênis para Charlie Smith, e uma boneca para Mamie Brown, assim estes dois ficariam felizes novamente. E os Demônios malvados das cavernas, estavam cheios de raiva e desgosto quando descobriram que o sequestro perfeito do Papai Noel não havia dado em nada. Mas de certa forma, neste Natal, nenhum parecia completamente egoísta, ou invejoso ou cheio de ódio. Ao saber que Papai Noel possuía tantos amigos poderosos, perceberam ser inútil se opor à ele, então os Demônios nunca mais tentaram interferir em suas jornadas na Véspera do Natal.

Conto de Natal

Um Conto de Natal

A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não odiava o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais. Os gastos excessivos, a corrida frenética de última hora, para comprar presentes para alguém da parentela de que se havia esquecido.

Sabendo como ele se sentia, um certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike. A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da escola. Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma associação da parte mais pobre da cidade. Esses jovens usavam tênis tão velhos, que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços. Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados, e tênis especiais novinhos em folha. Quando o jogo acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles. Foi então que Mike balançou a cabeça, triste, e falou: queria que pelo menos um deles tivesse ganhado. Eles tem muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.

Mike adorava crianças, todas as crianças, e as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei. Foi aí que a esposa teve a idéia. Naquela tarde, foi à uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais e enviou, sem se identificar, para a associação que patrocinava aquela equipe. Na Véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que havia feito e que esse era o seu presente para ele. O mais belo sorriso iluminou seu rosto naquele Natal. No ano seguinte, ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais. No outro, enviou um cheque à dois irmãos que haviam perdido a casa em um incêndio na semana anterior ao Natal. O envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família. Os filhos deixavam de lado os brinquedos e ficavam esperando o pai pegar o envelope e revelar o que tinha dentro.

As crianças foram crescendo. Os brinquedos foram substituídos presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto. Até que no ano passado, Mike faleceu. Chegou a época do Natal, e a esposa estava se sentindo muito só, triste, quase sem esperanças, mas na Véspera de Natal, ela preparou o envelope como sempre. Para sua surpresa, na manhã seguinte, haviam mais três envelopes junto ao primeiro. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope para o pai.

Curiosidades do Natal

Coisas que você não sabia: Curiosidades do Natal

Quando chega o Natal, temos o costume de usar uma série de coisas fora do nosso cotidiano, que sequer sabemos o porque ou seu significado. Trouxemos então, o significado de algunss destes objetos que tomamos por costume de nossos antepassados, e que muito provavelmente, passaremos à nossos filhos.

O presépio(também conhecido como estábulo), é o local onde são guardados animais, e foi onde Maria deu a luz à Jesus. No século XIII, São Francisco de Assis, durante a celebração de Natal, resolveu fazer uma encenação do nascimento de Cristo usando pessoas e animais. A idéia deu tão certo que muitos pintores e escultores passaram a fazer esta representação do nascimento de Jesus.

As bolas de Natal que utilizamos hoje, são apenas referência às originais usadas antigamente feitas de pedras e maçãs. Elas enfeitavam o carvalho, antecessor de nossa árvore atual, o pinheiro. Esse símbolo natalino representa abundância.

Como antigamente não existia luz elétrica, utilizavam-se de velas para criar o efeito luminoso nas árvores, dizia-se que as chamas são a representação de Cristo. Enquanto que as velas eram vistas como símbolo de purificação, suas chamas eram tidas como a luz do mundo.
As estrelas anunciam os desígnios de Deus. Cada uma possui um anjo que zela por ela. Esta especificadamente que deixamos no topo da árvore, refere-se à de Belém.

A árvore de Natal existe desde o segundo milênio. Naquela época, uma grande variedade de povos considerava as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso a cultuavam.

O carvalho foi considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que pensavam haver fugido.

A árvore de Natal moderna, surgiu na Alemanha no século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maior parte da América Latina.

A Coroa do Advento surgiu Alemanha, quando colonos acendiam fogueiras e sentavam-se ao redor delas para comemorar a chegada do Natal, mas como não poderiam acendê-las dentro de casa, resolveram tecer uma coroa de ramos de abeto, enfeitando-as com flores e velas. Ela por ser circular, representa o sem começo e sem fim, e é vista como a perfeição.

Velas são as mais simples de se imaginar seu significado. Ela representa a luz, e por ser consumida por inteiro para gerar a luz, a vela simboliza a doação em favor da vida.

Meias natalinas, não são muito utilizadas no Brasil, mas é importante citar, pois em muitas outras culturas, elas estão sempre presentes. Apesar de não existir algum relato que prove a origem dessa tradição, há tempos costuma-se coloca-las penduradas sobre a chaminé, na esperança de receber doces em troca.

Existe uma infinidade de objetos usáveis no Natal, todos eles variam do costume da família ou da localização em que esta se situa, mas esperamos tirar a dúvida de pelo menos os principais, e que no próximo Natal, você decore sua casa com muita cor, originalidade e conhecimento.