Curiosidades sobre o Natal na Rússia

Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva is Novim Godom! Hein? Isso mesmo, Feliz Natal… em russo.

Na Rússia, país de maioria católica ortodoxa, a celebração é em 07 de janeiro, isso mesmo, JANEIRO.

Isso acontece porque a Igreja Ortodoxa russa segue o calendário juliano, que difere em 13 dias do calendário gregoriano, adotado no Ocidente. Supostamente, a cada século a diferença entre os calendários aumentaria em um dia, o que faria com que a data do Natal russo a partir do século XXI fosse para 08 de janeiro, mas por convenção, manteve-se a data em 07 de janeiro.

Para os russos, o Natal é a segunda maior festa religiosa, ficando atrás apenas da Páscoa. Assim como na teologia da Igreja Católica, o Natal para os russos celebra o nascimento de Jesus, considerado o “segundo Adão”, que diferente do primeiro, traz não o pecado, mas a remissão dos mesmos.

Diferente da celebração ocidental, cada vez mais desprovida de rituais religiosos, a festa russa é cheia de ritos ligados à Bíblia e a eventos nacionais. Conheça as principais datas:

14 de novembro: Assim como na Páscoa, no Natal os russos também tem um período de quaresma, ou seja, 40 dias de jejum e oração, conhecido como Quaresma de Natal ou de São Felipe, pois é iniciado no dia dedicado ao santo.

Segundo domingo de dezembro: são realizadas missas em homenagem aos patriarcas que, segundo a Bíblia, aguardavam a vinda de Jesus.

Terceiro domingo de dezembro: as missas celebram os antepassados de Jesus.

20 de dezembro: inicia-se a grande vigília, com duração de cinco dias.

24 de dezembro: faz-se um jejum mais intenso, com duração de um dia, que só termina ao nascer da primeira estrela, numa clara alusão a Estrela de Belém.

06 de janeiro (véspera de Natal): a ceia é à base de mel, grãos e frutas, não se come nenhum tipo de carne e um dos pratos principais é o kutiá, um pudim feito de trigo ou arroz com mel, simbolizando a doçura do Reino de Deus.

07 de janeiro (Natal): na manhã de Natal é realizada uma grande missa, nela também celebra-se o Moleben, um ato em agradecimento pela libertação da Rússia da invasão dos exércitos de Napoleão em 1812.

Um item obrigatório na decoração é a Árvore de Natal, chamada de iolka, que é enfeitada com flores e velas. O costume foi implantado pelo Czar Pedro, o Grande no século XVIII, e representa a manutenção da vida, já que, segundo a lenda, é a única a se manter verde durante o rigoroso inverno russo. Em todas as casas as crianças recebem presentes e são cantados os koliady, os cânticos natalinos.

Os 12 dias seguintes, os sviátki, são considerados dias santos, e os padres visitam os fiéis e benzem suas casas.

Com a modernidade, e para facilitar a vida dos paroquianos devido à grande quantidade de cerimônias, muitas festas são transmitidas pela TV. Também se cogita a possibilidade de mudar a data para a do calendário ocidental, ou seja, 25 de dezembro, pois muitos países que formavam a ex-União Soviética, já o fizeram não – oficialmente. Contudo a proposta ainda passará por muita discussão, já que para isso seria necessário mudar todo o calendário, pois todas as cerimônias preparatórias são muito importantes.

No Brasil, que possui duas grandes comunidades russas em São Paulo e Rio Grande do Sul, o Natal é celebrado duas vezes, o que é bom para as crianças, que acabam ganhando presente em dobro.

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